Estudo sobre Saunas Gays no Rio encontra até Policial Federal como Garoto de Programa

“Vamos fazer uma sacanagem gostosa?”. O questionamento mais ouvido dentro das saunas gays do Rio de Janeiro também é o título do livro do antropólogo niteroiense Victor Hugo Barreto, de 31 anos. Lançado recentemente pela Editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff), a obra tem provocado polêmica e até ataques ao autor, que revela em seus estudos que muitos garotos de programa e até frequentadores não se consideram homossexuais.

Uma das histórias colhidas pelo escritor foi a de um garoto de programa que era policial federal. Casado e com filhos, ele contou para Victor Hugo que estava ali para conseguir aumentar a sua renda.

— Esse rapaz chegou a me contar que durante um dia de trabalho na sauna, se assustou ao encontrar com um delegado federal dentro do ambiente. Ele falou: “Se ele está aqui usando, não será um problema pra mim”. Mas em uma outra ocasião, esse mesmo garoto teve que se esconder, ao ver que um vizinho tinha entrado no local. O medo era que o assunto acabasse chegando aos ouvidos da mulher e dos filhos — relembra.

No trabalho de pesquisa, que foi feito entre os anos de 2010 e 2012, em três saunas da Zona Sul do Rio, o antropólogo passou a perceber que cada garoto acaba usando de suas características físicas, sociais e étnicas para alimentar a fantasia dos seus clientes. Muitos se passam por pais de família, militares e universitários para aguçar os fetiches dos usuários.

— O que percebi também é que questões como o preconceito de cor e classe social são utilizadas pelos rapazes para atrair os clientes. Os garoros de programa negros, por exemplo, gostam de atribuir a eles mesmos valores relativos à estereótipos da sexualidade negra, como o pênis grande — pontua.

Na obra, Barreto revela um ambiente que vai além das práticas sexuais dos usuários. Ele conta que os espaços também funcionam como verdadeiros clubes de amigos e que muitos homem acabam frequentando para interagir com outros usuários de uma forma mais liberal, depois do expediente:

— Vi que alguns homens, muitas vezes, não chegam nem a ter relações sexuais dentro das saunas. Eles querem liberdade para tomar um banho de piscina, falar sacanagem com outros caras e beber alguma coisa. É um ambiente muito heterogêneo. Com garotos de 18 e de 40 anos e de diferentes classes sociais. Mas uma das coisas que eles não gostam de falar é sobre a sexualidade deles. É estranho, mas parece um tabu. Cheguei a perguntar sobre essa questão para eles, mas tanto os garotos, quanto os clientes desviavam desse tema.

Desde que começou a estudar sobre o tema, Victor vem sofrendo ataques nas redes sociais
Desde que começou a estudar sobre o tema, Victor vem sofrendo ataques nas redes sociais

O antropólogo revela que para fazer o estudo precisou pedir autorização para os donos das saunas. Mas as imagens colhidas dentro dos ambientes não foram liberadas para a publicação. Barreto também conta que desde que passou a se debruçar sobre o tema, vem recebendo ataques tanto nas redes sociais, quando de parte de membros do meio acadêmico.

— Sou xingado e ameaçado nas redes, porque muita gente contesta esse tipo de abordagem. Mas não podemos negar algo que faz parte da nossa sociedade. Além de contribuir para os estudos sobre sexualidade e prostituição masculina, o livro não deixa de ser uma fonte de resistência em tempos de tanto conservadorismo — defende-se.

Fonte: Extra

Travestis acusam PMs de vestir seus Clientes Machos de Mulheres

Travestis que se prostituem próximo ao Jockey Club, na Zona Sul de São Paulo, acusam policiais militares armados, que fazem bico de segurança particular para moradores das mansões da região, de obrigar os clientes delas a se vestir como mulher e fotografá-los.

Duas fotos de um homem, apontado pelas travestis como o caminhoneiro que costuma fazer programas com elas no bairro nobre Cidade Jardim, circulam no WhatsApp. Nelas, ele aparece usando peruca, minissaia, sandálias e tem pintadas as unhas das mãos e dos pés. Ao lado, está um caminhão estacionado, com a porta aberta.

G1 não conseguiu localizar o homem que aparece vestido de mulher para saber se ele realmente foi vítima de ameaça, constrangimento e abuso de autoridade. Veja acima as fotografias. Elas sofreram alterações para preservar a identidade do suposto cliente.

‘Paredão’

Segundo as travestis disseram à reportagem, essas imagens foram feitas por policiais à paisana na noite do dia 5 deste mês em frente a um muro, conhecido como ‘paredão’, na Rua São Cassiano, onde há imóveis de alto padrão. Elas contam que os agentes da Polícia Militar (PM) ameaçam os clientes de divulgar as fotos nas redes sociais se eles continuarem indo ao local, onde em busca de programas sexuais.

“Você não sabe o que aconteceu ontem [quinta-feira]”, disse uma travesti, que aceitou falar sob a condição de não ter nome e rostos mostrados. “Agora eles [policiais] estão dando de pegar os clientes, de vestir os clientes de mulher, e aí ficar tirando foto”.

As travestis disseram que os PMs que fazem bico irregular de segurança estão recebendo até R$ 5 mil mensais para acabar com a prostituição na área, nem que para isso tenham de usar a violência.

Bomba

A divulgação das fotografias do suposto cliente vestido de mulher começou dois dias depois de o G1 revelar que a Polícia Civil investiga agentes da Polícia Militar (PM) suspeitos de jogar bomba, atirar, agredir e ameaçar matar as travestis que recebem dinheiro em troca de sexo no Cidade Jardim, bairro nobre da área. As vítimas chegaram a gravar parte das agressões (veja vídeo acima).

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) já investiga a denúncia de 24 travestis de que, desde junho, oito PMs vêm batendo nelas com socos, chutes e armas. Também contaram que policiais atiram balas de borracha nas costas e nádegas delas, chegando até a jogar bombas de efeito moral para expulsá-las da Avenida Lineu de Paula Machado, Rua Sarabatana e Praça Professor Cardim, onde trabalham há décadas.

Vale lembrar que, pela lei, se prostituir não é crime. Quem procura uma profissional do sexo também não está cometendo crime. O que a lei não permite é que as relações sexuais ocorram em lugares públicos, que as pessoas fiquem nuas nas vias e consumam drogas.

‘Bicos’

A Decradi já havia instaurado inquérito criminal para investigar crimes de lesão corporal, ameaça e injúria que teriam sido cometidos pelos policiais contra as travestis. A Corregedoria da Polícia Militar (PM) também apura o caso, mas na esfera administrativa porque agentes da corporação são proibidos de fazer ‘bicos’ não oficiais, mesmo durante as suas folgas.

A denúncia com as fotos que mostram o suposto cliente sendo obrigado pelos PMs a se vestir de mulher ainda não é apurada pela Decradi. O Centro de Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis) da Prefeitura, que fica no Largo do Arouche, Centro da capital, receberia as imagens para depois encaminhar a nova queixa à delegacia.

O órgão já presta assessoramento jurídico às travestis, segundo o advogado Ricardo Dias.

Fonte: G1

Bruno Gissoni sem camisa forçando o tanquinho

Bruno Gissoni compartilhou uma foto em que aparece tomando um banho de cachoeira em Itamonte (MG). Bem humorado, o ator de 31 anos acabou revelando uma recomendação que recebeu momentos antes da foto: “Bruno, contrai a barriga”.

Ele fazendo o truque tá igual a gente que tenta murchar a barriga nas fotos mas os gomos não vem… só a fina camada de gordura!

Marilyn Manson chama Justin Bieber de Menina fazedora de Culto ao Sexo

Marilyn Manson não é fã de Justin Bieber! O cantor de 48 anos falou durante uma entrevista para o programa The Scully Show, que o canadense faz parte de um culto religioso ao sexo.

“Ele está em um tipo de culto religioso ao sexo com uma versão asiática de Dave Navarro. O cara não usa uma camiseta. Não sei exatamente o que dizer… Mas não gosto de brigar com meninas e então, não quero brigar com o Justin Bieber.”

Em 2016, Bieber usou camisetas com a imagem de Manson estampada. O pop star até fez uma camiseta para a sua grife com uma foto do roqueiro na estampa. “Não entendi (o motivo). Não consigo saber como funciona a cabeça de um esquilo.”

Os dois posaram juntos em uma foto compartilhada no Instagram de Bieber no ano passado. Pelo jeito a amizade não foi para frente.

Marilyn Manson usa camiseta com estampa de Bieber e legenda foto: Maior que Justin Bieber (Foto: Reprodução)

Justin Bieber postou foto com Manson, como se os dois fossem amigos (Foto: Reprodução)

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